OS AÇORES VISTOS DE FORA






       
       São Portugal no meio do Atlântico...
       A sua parcela em que repousa a maior pureza da matriz Lusitana. Lá está S. Miguel Arcanjo...
       O expoente maior da gesta do que resta da espantosa expansão de quatrocentos.
       Esta a síntese do retrato politico.
       Do ponto de vista da Estratégia é vértice do chamado triangulo estratégico português, complementado pelo Continente e a Madeira. Triangulo que se deve apoiar mutuamente, que nos dá profundidade estratégica e em que o largo oceano não deve separar mas unir. É fronteira do "Espaço Estratégico de Interesse Nacional", mas também o é, atenção, dos EUA, da França e da Espanha....E, noutro sentido, da Inglaterra.
       Quanto à Religião é onde se verificam as maiores reminiscências do peculiar Cristianismo português de origem Templária, que se desenvolveu através do Culto do Espírito Santo, até a Contra Reforma lhe pôr um fim. Lá estão as festas do Senhor Santo Cristo, para lembrar grandezas de antanho.
       Economicamente vemo-los com optimismo: há potencialidades na Agricultura, Pecuária, Sivicultura, Pesca e indústrias associadas. E no Turismo, onde se deve procurar a qualidade e não ceder à tentação do lucro fácil, dos atentados à natureza e na multiplicação do betão.
       Vemos ainda boa investigação científica ligada à vida marinha.
       Jóia ecológica que pode ser lapidada, mas sempre preservada...
       Geografia única, beleza natural, paz ambiente, descanso verde para os olhos e para a alma.
       E a alma gera cultura. Reside nos Açores um pensamento telúrico português.
       Tudo isto vai na diáspora. Os Açorianos são embaixadores de Portugal por todo o mundo, não perdem o seu carácter, irradiam a portugalidade.
       Os Açores uma terra de futuro e com futuro.
       Nove ilhas, um oásis no Mundo.

                               
João José Brandão Ferreira
TCor/Pilav (Ref)
CMDT de Linha Aérea
       



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"Na África tem marítimos assentos,
È na Ásia mais que todas soberana,
Na quarta parte nova os campos ara
E se mais mundo houvera lá chegara"
Camões
Lusíadas, canto VII,17.