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CONDOR UR – 425

Nome comum: TH Condor


Depois do sucesso do transporte de tropas UR-416, a empresa Thyssen Henschel empreendeu desenvolver um veículo completamente anfíbio, mais rápido, com blindagem reforçada, equipado com uma autonomia maior e capacidades melhoradas, podendo além disso receber armas mais pesadas.

O protótipo, nome de código Condor, foi terminado em 1978, e as primeiras unidades vendidas um pouco mais tarde ao Uruguai. Em 1981, a Malásia colocou uma encomenda de blindados à Thyssen Henschel, cuja versão de equipamento foi designada Condor 459.

A caixa do Condor é construída inteiramente de aço, que assegura uma protecção eficaz contra armas individuais e estilhaços de obus.

Sempre que possível, o veículo é equipado de forma a reduzir o seu custo, utilizando peças normalizadas e já testadas, está neste caso o chassis Unimog e o motor da Mercedes-Benz OM 906 LA, entre outros acessórios pré existentes.

A tripulação consiste em três homens: o chefe de viatura, que integra o grupo de combate, o atirador e o piloto. O restante grupo de infantaria com todo o seu equipamento são alojados no compartimento à retaguarda.

O piloto senta-se à esquerda com o chefe de viatura atrás de si, o compartimento do motor está à direita do condutor, e na parte traseira o compartimento do grupo de combate com assentos individuais.

Os pára-brisas de grossas placas à prova de bala asseguram ao motorista uma visibilidade excelente à sua frente e dos lados, em combate são cobertos por obturadores blindados e um periscópio montado na parte superior permite ver o que se passa à sua frente

O armamento principal, instalado normalmente no centro da viatura, pode compreender uma torreta equipada com uma metralhadora de 7.62 milímetros, simples ou dupla, ou uma torreta operada por controlo remoto, equipada com um canhão de 20 mm no caso em que é usado como veiculo anticarro, também pode receber uma torreta Euromissile (com mísseis HOT, MILAN ou TOW «versão anticarro») com os quatro mísseis em posição de lançamento.

Quando equipado com uma torreta armada com um canhão de 20 milímetros e uma metralhadora de 7.62 mm, o veículo no total carrega 225 obuses de 20 milímetros e 5.000 cartuchos de 7.62 milímetros. Pode também receber, em cada em seus lados, lançadores de granadas.

O Condor é completamente anfíbio, é propelido na água a uma velocidade de 8 km/h somente por uma hélice colocada na parte traseira do casco.

O Condor tem uma larga escala de opções de equipamento que compreende instrumentos passivos de visão nocturna, sistema NBC, uma protecção dos vários meios de contaminação, comunicação interior e diversos tipos de rádios opcionais.

O Condor é transportável por via aérea em C-130 HERCULES e em C-160 TRANSALL devido às suas dimensões exteriores e peso, aumentando-lhe a mobilidade.

O veículo permite a instalação de uma variedade muito grande de opções, conforme o cenário da missão, criando assim uma família completa de versões a partir de um veículo básico.

Serviço activo bem sucedido em cinco países. Muitas versões diferentes do CONDOR 1, predecessor do CONDOR 2, foram implementadas desde 1981 pelos utilizadores das forças armadas e das polícias.

Está ao serviço com sucesso na Malásia, Uruguai, Tailândia, Portugal e na Turquia.

Servindo as cooperações industriais internacionais, o conceito técnico do projecto de que o veículo foi dotado visou a indústria nacional de um estado futuro do utilizador na produção do CONDOR como parte de uma cooperação industrial ou de um acordo licenciado.

A sustentação logística é também considerada com a participação de parcerias ou de oficinas industriais nacionais do ramo da defesa como foi executado já com sucesso com o CONDOR 1.

Elevado em nível de custo / benefício, não só as suas características técnicas e tácticas falam a favor do CONDOR mas também uma estrutura simples de design sobre rodas e pela sua fácil manutenção.